sexta-feira, 23 de abril de 2021

Diferença de conto fantástico e conto maravilhoso

Diferença de conto fantástico e conto maravilhoso O conto fantástico é dotado de uma narrativa que apresenta tema livre, composto por um plano irreal e real ao mesmo tempo, opondo a dualidade de ideias. ... O conto maravilhoso é diferenciado do primeiro porque lidam com temáticas reais, essencialmente, de cunho social, apresentando por isso um herói e um antiherói. O conto fantástico é dotado de uma narrativa que apresenta tema livre, composto por um plano irreal e real ao mesmo tempo, opondo a dualidade de ideias. ... O conto maravilhoso é diferenciado do primeiro porque lidam com temáticas reais, essencialmente, de cunho social, apresentando por isso um herói e um antiherói. Os contos fantásticos ou contos de fantasia representam um gênero da literatura fantástica (realismo mágico ou maravilhoso) com origem no século XVII. Esse estilo vigorou nos países latino-americanos a partir do século XX, como forma de denunciar a realidade opressiva vivido pelos anos de ditadura. Segundo o filósofo e linguista búlgaro Tzvetan Todorov: “Há um fenômeno estranho que se pode explicar de duas maneiras, por meio de causas de tipo natural e sobrenatural. A possibilidade de se hesitar entre os dois criou o efeito fantástico.” No gênero fantástico, os textos são pautados numa realidade não lógica. Ou seja, a narrativa se desenrola num mundo irreal ou universo onírico, marcado pelo absurdo, a inverossimilhança e situações e ações extraordinárias. As principais características dos contos fantásticos são: Narrativa concisa a partir de temas livres fantásticos, os quais aliam o fantástico e o real ou a ficção à realidade, surgindo da oposição dentre dois planos: real e irreal. Presença de alegorias e de personagens que podem ser: monstros, fantasmas, seres invisíveis, mágicos, mitológicos ou folclóricos, dentre outros. Realidade ilógica distante da realidade humana, composta de elementos maravilhosos, inverossímeis, imaginários, extraordinário, bem como a presença de magias e poderes sobrenaturais. Enredo não linear ou ziguezagueante (mescla de presente, passado e futuro) com utilização de recursos como o flashback (voltar ao passado) e o tempo psicológico (tempo das emoções e das recordações vividas pelos personagens). Provocam sensações de “estranhamento” no leitor, por meio da ruptura realidade-ficção. Os escritores brasileiros que exploraram o gênero fantástico foram: Aluísio de Azevedo, (1857-1913) em sua obra de contos "Demônios" (1895); Machado de Assis (1839-1908) em seu conto intitulado “O espelho”, pertencente à obra "Papéis Avulsos" (1892); Carlos Drummond de Andrade (1902-1987) em seu livro "Contos de Aprendiz" (1951), texto como “Flor, telefone, moça”; Murilo Rubião (1916-1991) na obra "O ex-mágico" (1947). Os autores latino-americanos que se destacaram com a publicação de textos desse gênero foram: os argentinos Jorge Luis Borges (1889-1986) e Júlio Cortázar (1914-1984); o colombiano Gabriel García Márquez (1927-2014); o cubano Alejo Carpentier (1904-1980). Ademais, no âmbito mundial, destacam-se: o escritor austríaco Franz Kafka (1883-1924), com sua emblemática obra "A metamorfose" (1912); o alemão Ernst Theodor Amadeus Hoffmann (1776-1822) com o conto fantástico “Homem de Areia” (1815). Exemplo de Conto fantástico Como exemplo de Conto Fantástico, segue o trecho do texto “Flor, telefone, moça”, de Carlos Drummond de Andrade: “Não, não é conto. Sou apenas um sujeito que escuta algumas vezes, que outras não escuta, e vai passando. Naquele dia escutei, certamente porque era a amiga quem falava. É doce ouvir os amigos, ainda quando não falem, porque amigo tem o dom de se fazer compreender até sem sinais. Até sem olhos. disp. em https://www.todamateria.com.br/conto-fantastico/. Acesso em 22/02/21.

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