domingo, 1 de janeiro de 2023

Penteado adulto que pode ser feito em criança Adult hairstyle that can a...


Olá, meu nome é Sandra Regina e o vídeo de hoje é: Penteado adulto que pode ser feito em criança Adult hairstyle that can also be done as a child👏👏👏👏👏👏👏

quinta-feira, 8 de dezembro de 2022

Penteados para copa? É possível?


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terça-feira, 15 de novembro de 2022

Verbos desfilar; comer e partir no indicativo, subjuntivo imperativo af...

transitivo; intransitivo

Indicativo
PresentePretérito
imperfeito
Pretérito
perfeito
Pretérito
mais-que-perfeito
Futuro
imperfeito
Futuro
perfeito (condicional)
desfilo
desfilas
desfila
desfilamos
desfilais
desfilam
desfilava
desfilavas
desfilava
desfilávamos
desfiláveis
desfilavam
desfilei
desfilaste
desfilou
desfilamos / desfilámos
desfilastes
desfilaram
desfilara
desfilaras
desfilara
desfiláramos
desfiláreis
desfilaram
desfilarei
desfilarás
desfilará
desfilaremos
desfilareis
desfilarão
desfilaria
desfilarias
desfilaria
desfilaríamos
desfilaríeis
desfilariam
Conjuntivo / SubjuntivoImperativoInfinitivoOutras formas
PresentePretérito imperfeitoFuturoAfirmativo
(Negativo)
desfilarGerúndio
desfile
desfiles
desfile
desfilemos
desfileis
desfilem
desfilasse
desfilasses
desfilasse
desfilássemos
desfilásseis
desfilassem
desfilar
desfilares
desfilar
desfilarmos
desfilardes
desfilarem
-
desfila (desfiles)
desfile
desfilemos
desfilai (desfileis)
desfilem
Pessoal

desfilar
desfilares
desfilar
desfilarmos
desfilardes
desfilarem
desfilando

Particípio passado
desfiladodesfilada
desfiladosdesfiladas

terça-feira, 22 de março de 2022

LITERATURA - MORTE E VIDA SEVERINA - João Cabral de Melo Neto

SUGESTÃO DE TRABALHO ESCOLAR 
MORTE E VIDA SEVERINA (João Cabral de Melo)


ASSISTE AO ENTERRO DE UM TRABALHADOR DE EITO E OUVE O QUE DIZEM DO MORTO OS AMIGOS QUE O LEVARAM AO CEMITÉRIO

   Essa cova em que estás,

com palmos medida,
é a cota menor
que tiraste em vida.


É de bom tamanho,
nem largo nem fundo,
é a parte que te cabe
deste latifúndio.

 

Não é cova grande,
é cova medida,
é a terra que querias
ver dividida.


É uma cova grande
para teu pouco defunto,
mas estarás mais ancho
que estavas no mundo.


É uma cova grande
para teu defunto parco,
porém mais que no mundo
te sentirás largo.


É uma cova grande
para tua carne pouca,
mas a terra dada
não se abre a boca.


Viverás, e para sempre,
na terra que aqui aforas:
e terás enfim tua roça.


Aí ficarás para sempre,
livre do sol e da chuva,
criando tuas saúvas.


Agora trabalharás
só para ti, não a meias,
como antes em terra alheia.


Trabalharás uma terra
da qual, além de senhor,
serás homem de eito e trator.

 

 

Trabalhando nessa terra,
tu sozinho tudo empreitas:
serás semente, adubo, colheita.

 

Trabalharás numa terra
que também te abriga e te veste:
embora com o brim do Nordeste.

 

Será de terra tua derradeira camisa:
te veste, como nunca em vida.
Será de terra e tua melhor camisa:
te veste e ninguém cobiça.


Terás de terra
completo agora o teu fato:
e pela primeira vez, sapato.


Como és homem,
a terra te dará chapéu:
fosses mulher, xale ou véu.


Tua roupa melhor
será de terra e não de fazenda:
não se rasga nem se remenda.


Tua roupa melhor
e te ficará bem cingida:
como roupa feita à medida.


Esse chão te é bem conhecido
(bebeu teu suor vendido).


Esse chão te é bem conhecido
(bebeu o moço antigo).


Esse chão te é bem conhecido
(bebeu tua força de marido).


Desse chão és bem conhecido
(através de parentes e amigos).


Desse chão és bem conhecido
(vive com tua mulher, teus filhos).


Desse chão és bem conhecido
(te espera de recém-nascido).


Não tens mais força contigo:
deixa-te semear ao comprido.


Já não levas semente viva:
teu corpo é a própria maniva.


Não levas rebolo de cana:
és o rebolo, e não de caiana.


Não levas semente na mão:
és agora o próprio grão.


Já não tens força na perna:
deixa-te semear na coveta.


Já não tens força na mão:
deixa-te semear no leirão.


Dentro da rede não vinha nada,
só tua espiga debulhada.


Dentro da rede vinha tudo,
só tua espiga no sabugo.


Dentro da rede coisa vasqueira,
só a maçaroca banguela
.


Dentro da rede coisa pouca,
tua vida que deu sem soca.


Na mão direita um rosário,
milho negro e ressecado.


Na mão direita somente
o rosário, seca semente.


Na mão direita, de cinza,
o rosário, semente maninha
.


Na mão direita o rosário,
semente inerte e sem salto.


Despido vieste no caixão,
despido também se enterra o grão.


De tanto te despiu a privação
que escapou de teu peito a viração.


Tanta coisa despiste em vida
que fugiu de teu peito a brisa.
E agora, se abre o chão e te abriga,
lençol que não tiveste em vida.
Se abre o chão e te fecha,
dando-te agora cama e coberta.
Se abre o chão e te envolve,
como mulher com quem se dorme.

 

Fonte: https://www.passeiweb.com/morte_e_vida_severina/